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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Chegada e partida


Quando neste mundo entrei
Eu berrava noite e dia
Mas quando daqui partir
Quero cantar de alegria


Foram tantas aventuras
Que eu não me quero lembrar
Talvez que por tudo isto
Eu teria que passar



Fui feliz com a pobreza
E esta é bem a verdade
Andava rota e descalça
Mas vivia em liberdade


Eu cresci com as flores
Que crescem por esses montes
Comia frutos silvestres
Bebia a água nas fontes

Hoje só saudade resta
Desse tempo de criança
Mas quando daqui partir
                                           Quero deixa-lo de lembrança                                         
                                                             




                                        
                                                             

quarta-feira, 13 de julho de 2016

São saudades






Quero escrever um poema
Mas não quero falar de ti
Um poema é um dilema
De quem há muito esqueci


Quero esquecer-te de dia
Destas horas que disponho
Porque já me basta a noite
Para te ter em meu sonho


Esta mágoa que eu carrego
Dentro do peito a arder
São as saudades não nego
De há muito eu te não ver

Se eu soube-se que morrendo
Eu te havia de esquecer
Acredita que era hoje
Que eu deixava de viver


Saudades são folhas mortas
Que o vento espalha no chão
São espinhos duros e fortes
Cravados no coração.


NESTE HORIZONTE

                                   
Nem horizonte há! Além de mim,
Apenas bruma para toldar meu pranto
Por essas flores caídas de um jardim,
Desses canteiros que eu tinha amado tanto.

Rasgando o solo, inscrevo meu nome no caminho.
Com estes passos que a terra vai gastando
Nas noites frias dos meus dias passados,
Pelo teu nome eu vou sempre chamando.

Este legado para quem eu vou deixar,
Que nada tem e nada tem valor
Da triste história que um dia vai  ficar
 São para ti somente meu  amor.




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