quarta-feira, 13 de julho de 2016

São saudades






Quero escrever um poema
Mas não quero falar de ti
Um poema é um dilema
De quem há muito esqueci


Quero esquecer-te de dia
Destas horas que disponho
Porque já me basta a noite
Para te ter em meu sonho


Esta mágoa que eu carrego
Dentro do peito a arder
São as saudades não nego
De há muito eu te não ver

Se eu soube-se que morrendo
Eu te havia de esquecer
Acredita que era hoje
Que eu deixava de viver


Saudades são folhas mortas
Que o vento espalha no chão
São espinhos duros e fortes
Cravados no coração.


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