quinta-feira, 18 de maio de 2017

CONTEMPLAÇÃO



CONTEMPLAÇÃO
Saltei, brinquei, sorri e chorei
Senti o vento por mim a passar.
Vi os vaga-lumes no escuro a brilhar.
Vi as mariposas no céu a esvoaçar.
Não tenho mãe para dar uma flor, mas sei
Que lá do alto me dá seu amor.
Protegem-se a relva e a saudade, neste espaço.
Plantei ilusões, nasceram limões.
Há palavras ditas em orações, ao dizer te amo
Respondem os corações.
Nesta vida falta-me a vontade, o teu amor me fazia feliz.
Nesta hora de maldade, raiva e esperança
Neste dia subo ao céu num cordel, para colher palavras de confiança.
Pinto no mar, marés coloridas.
Meus passos perdidos, perdi anos, risos, abraços e vidas
Perdi teu amor, perdi a alegria ganhei o alento, ganhei muita força
Para lutar contra o vento.
Busquei tempestades busquei sete ventos
E quando achei que já sabia de tudo, descobri que
Para ser feliz basta apenas o momento.
Porque este é o tempo dos amores, dos poetas sonhadores,
O tempo dos amantes, e da saudade da clausura e da liberdade.
Quis pintar uma aguarela, mas aí!... Faltou-me a vontade.



terça-feira, 28 de março de 2017

Jardim do coração



Roubei o sentimento das palavras
O senso de palavras não escrever
Como quem mal conhece rosas bravas
Recusei o teu perfume receber.

Esqueci a majestosa substancia
Que vem com o frescor das primaveras
Esqueci assim o tempo da distancia
No tempo desse tempo de quimeras.

Roubei tuas palavras meu amor
Esqueci o que mais te fez sofrer
De tanta angustia percorrida
Perdi-me nas promessas da saída
Da invulgar, mas singela paixão.
 É como quem colhe as rosas bravas
Juntei a inocência das palavras 
No jardim a que chamamos coração. 



sexta-feira, 10 de março de 2017

ALMA VAZIA






Trazes na tua boca
Um lindo sorriso rasgado
E trazes na tua mão
Uma bela rosa encarnada
Também trazes no teu peito
Um coração já vazio
O teu amor foi embora
E dentro dele não há nada.

Trazes a alma vazia
E os retalhos de uma vida
Trazes nos bolsos rasgados
Só a sombra da poeira
O que fizeste da vida
Meu pedacinho de gente não
Tem coração que aguente
Que sofras desta maneira.

Nina.

Dedicado ao meu filho.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Apenas quero ser eu




Quero ser a tua sombra,
Caminhando a teu lado
Como modesta que sou,
Ser humilde e paciente
Sem pretender ser diferente,
Do mundo que me gerou.

Quero sentir a saudade,
Viver na felicidade
Que de algum modo conheço,
Se não sou um vendaval
Quero ao menos ser igual,
À quilo que então pareço.

Quero ter na minha voz,
O amor que há entre nós
E vive-lo com coragem,
Em mensagem de ternura
Quero partir à procura,
Da sombra da tua imagem.

Vou recitar cada dia,
Versos da minha poesia
Deste amor tão renegado,
    Nos sonhos que em mim existe
Não quero ser sombra triste,
    Quero estar sempre a teu lado.


sábado, 26 de novembro de 2016

A falta que me faz



Olho ao meu redor
procuro-te intensamente
e nada vejo além da tua falta
além deste vazio.

passo algumas horas do meu dia
olhando o horizonte
além das brumas que suavemente
se deslocam.
O vazio de não te ter aqui, vai doendo.

Choro em silêncio
as lágrimas se movem em minha face
nas madrugadas que preenchem
os meus olhos dia, a dia...
mais parecem um mar de tempestade.

Sentimentos perdidos
coração doído
por que não estas aqui.
Procuro entender
procuro respostas
mas todas me fogem, só para dar lugar
Às dúvidas que me secam a alma.

Sinto-me perdida perdi o norte
perdi a sorte, da minha vida
que hoje se faz de recordações. 


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Meu Portugal




Minha vida é mar salgado
Na onda que eu procuro
Meu destino meu passado
Teu amor porto seguro.

Minha nuvem descoberta
Meu firmamento perdido
Meu sentimento deserto
Meu receio proibido.

Minha suave loucura
Minha constante ansiedade
Minha ditosa ventura
Ó meu mar de tempestade.

Meu cabo de boa esperança
Meu grito de timidez
Meu soluçar de criança
Neste canto Português.



terça-feira, 1 de novembro de 2016

O teu olhar


Os teus olhos cor de mel
São belos como o sol-pôr
Transmitem há minha alma
O brilho do teu amor.

Nos olhos tristes disfarças
A saudade escondida
Nesse olhar que vais mostrando
A sombra oculta da vida.

Já não posso vislumbrar
Esse olhar aterrador
Que teimas em não mostrar
A beleza desse amor.

Teus olhos loucos patetas
Rimando sonhos de amor
São duas continhas pretas
 Acalmando a minha dor.

E sempre que o teu olhar
Procura no meu, guarida
Mais pareço folha morta
Na face escura da vida.

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