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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

OS QUATRO VENTOS




Calai-vos ó vento norte
Deixai as aves passar
As aves voam para o sul
E os rios correm para o mar.

Quando eu sei que vem chegando
O dia da minha morte
Será que vem numa ave
Calai-vos ó vento norte.

Quando sigo o meu caminho
Sinto que vou levitar
Calai-vos, os quatro ventos
Deixai as aves passar.

Poderei pintar um dia
As noites todas de azul
Para que as aves de dia
Corressem todo para o sul.

Sempre quando escuto o vento
Me parece um cão a uivar
As aves correm para o sul
E os rios correm para o mar.



quinta-feira, 21 de julho de 2016

Há luz do luar


De olhar vazio…eu te vi chegar
Na beira de um rio…há luz do luar.
Vestias de negro…da cor do carvão
Pedindo guarida…no meu coração


Eu cheia de espanto…fiquei a pensar
Como brilha o rio…há luz do luar
Porque não se nega…ao pobre um abrigo
Peguei-te na mão…levei-te comigo

Saltamos abismos…subimos montanhas
Partimos para a vida…de esperanças tamanhas
E por tudo mais…que vamos passar
Mas com muito amor…para nos segurar

E nas tuas vestes…da cor do carvão
Mudamos-lhe a cor…com amor e paixão
E hoje o que o temos…para nos recordar
Na beira do rio…há luz do luar.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ondas do meu senti



Onde me levas que rumo incerto,
Com meu sentir perdido em teus passos
Ando perdida neste deserto.
Pedindo guarida nesses teus braços.

Caminhando à toa sem fé nem razão
Quase desvairada neste meu sentir
Procuro sem rumo nesta multidão
Que é o meu cansaço que passa a fugir.

Há beira de um rio de um mundo qualquer
Eu calo esta dor que dói sem doer
Nas águas que correm eu fico esperançada
De te ver passar já quase sem ver.

Meus olhos cansados de tanto chorar
O nó na garganta não posso engolir
Sem força nas pernas não consigo andar
  Deito-me na cama
       E não posso e não posso dormir.



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