sexta-feira, 16 de setembro de 2016

DESALINHO.



Acordo ao som dos cantos matinais
Acordo sem lamentos nem gemidos
Sofro em busca da eterna liberdade
Já nada me pode vencer sem ser verdade
Quero ser de ti a prisioneira
Nas grades da prisão ser carcereira
Aprisionar para sempre esta saudade.

Acordo e amanheço
Meu canto interrompido
Em desânimo fugido
Da ira tão maléfica
Sou canto de poetas
Obrigada a cantar
Mesmo antes de nascer
Antes de começar.

Deste-me a tua alegria
Um poema em cada dia
Neste viver sem carinho
Na alma fiz meu ninho
Meu romance em poesia

Na sombra que finda o dia


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