quarta-feira, 13 de julho de 2016

Andorinha triste


 
Quem és tu assim tão triste?
E tu quem és afinal?
Eu sou a andorinha negra,
Que vive no teu beiral.

Beiral de onde entro e saio
Buscando o meu alimento,
Estendendo as minhas asas
Na fresca aragem do vento.

Andorinha branca e negra
 Negra da cor do carvão.
O negro das tuas penas.
Trago eu no coração

O teu chilrear me encanta.
Cantar assim quem me dera.
És para mim doce esperança.
Quando chega a primavera.



Nina


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